sábado, 22 de novembro de 2008

O quadro econômico francês (continuação)

2- Indústria
Nos centros urbanos coexistiam três formas de organização industrial:
• As corporações de oficio, que conservavam as formas medievais de produção. Como as corporações geravam receitas para o governo, esse sistema ainda era mantido, apesar de representar um entrave ao desenvolvimento da indústria capitalista. A produção corporativa era limitada e, portanto, o insuficiente para atender as necessidades do mercado. Isso fez desenvolver no campo inúmeras indústrias domésticas, principalmente de tecidos, que dependiam dos mercadores burgueses para a obtenção de matérias-primas e para a comercialização.
• As manufaturas reais – grandes empresas exploradas pelo Estado –, criadas no século XVII por Colbert (ministro de Luís XIV). Essas empresas dedicavam-se à produção de artigos de luxo (tapetes, porcelanas, cristais etc.), destinados à exportação ou ao consumo das altas camadas da população. Organizadas segundo os moldes mercantilistas, elas limitavam os investimentos produtivos dos capitais burgueses e a livre concorrência.
• As grandes empresas particulares, com maquinaria dispendiosa e utilização de mão-de-obra assalariada, que se dedicavam à siderurgia e à produção de tecidos (linho, cânhamo e seda). Devido ao grande volume de capitais requeridos para sua implantação, eram pouco numerosas na França.
Como o desenvolvimento industrial estivesse estreitamente ligado ao setor agrícola, que lhe fornecia as matérias primas, a crise que ameaçou o campo repercutiu desfavoravelmente nas empresas francesas em fins do século XVIII.

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